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terça-feira, janeiro 15, 2019

Anosmia - Uma perda irreparável?


Distúrbios do olfato se expressam de várias formas ou graus dependendo de quanto o sentido olfativo é afetado. Esta perda da percepção pode ser total, parcial ou até mesmo  uma mudança na maneira que os odores são entendidos.
Na hiposmia a capacidade de detectar odores é reduzida. Geralmente temporária regride quando a causa cessa.
Anosmia é a perda do olfato e se dá por inúmeras causas como infecções (sinusite, viroses), doenças neurológicas (Parkinson, Alzheimer), pólipos nasais, envelhecimento e traumatismos cranianos. 
Contudo há esperanças de reaver o olfato para os 5% da população que o perderam.
Um estudo americano, que ainda  necessita de avanços tecnológicos,  aponta para o sucesso na idealização de um implante que reduziria a perda do sentido olfativo.
Experiências demonstraram que é possível simular a percepção de odores estimulando eletricamente os nervos do bulbo olfativo.


Estes experimentos de Massachussets Eye and Ear Hospital e Harvard Medical School foram relatados no Fórum  Internacional de Alergias e Rinologia, onde o principal autor, Dr. Eric Holbrook, descreve a viabilidade do processo.
Nosso olfato depende inicialmente de uma estrutura complexa  do Sistema Nervoso Central chamada Bulbo Olfativo, localizada perto das fossas nasais, composta por neurônios  dotados de inúmeros receptores sensoriais, que detectam as informações  vindas  do epitélio ou mucosa nasal.
No bulbo ocorre uma decodificação  de sinais e esta informação é transmitida para outras estruturas cerebrais.
Testes foram realizados com cinco indivíduos de idade entre 43 e 72 anos. Dois com percepção normal dos cheiros e três com hiposmia.
Após estimulação do seio nasal, através de eletrodos, em áreas próximas a junção com a base do crânio,  houve resposta positiva.


Três dos pacientes relataram sensibilidade olfativa,  que para o Dr. Eric Holbrook comprova a possibilidade de "induzir um odor por simples estimulação elétrica artificial de bulbos olfativos em seres humanos".

Referência : Informações do artigo de  Sylvie Riou-Milliot em Sciences Et Avenir.

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