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quinta-feira, agosto 08, 2013

Vaara edp - Penhaligon's London Perfumery



Mistérios delineados em tons e temperos quentes, ritmos musicais envolventes e cidades buliçosas são alguns dos apelos que atraem nossa atenção para a populosa Índia.
Contudo atrás de montanhas e campos, verdes ou áridos, o interior deste país asiático abriga singular e cativante diversidade, que extrapola os repetidos acenos turísticos.


Antiga, datada do século XV, encravada na área campestre do Rajasthan está Jodhpur, a "Cidade Azul".

;Do forte Mehrangarh nos arredores se descortina paisagem citadina uniformemente tingida pelos tons de turquesa,entretanto muitas cores vibram nos jardins, palácios e mercados, vestindo habitantes, enfeitando Jodhpur de gama colorida a partir de branco rendilhado dos templos até o vermelho amadeirado das rochasque erigiram fortalezas.


Riqueza de tonalidades mescla aroma e forma das flores, sementes e frutos suculentos imprimindo no povo, nosanimais e na atmosfera o encanto de lugarejo, tão encantador quanto exótico.
Jodhpur transmite suave melancolia blue e borbulhante alegria multicolorida, ambas imersas na alvura leitosa da maravilhosa arquitetura, resultando em caleidoscópio sensorial.
Esta jornada oscilante da delicadeza à opulência estimulou os sentidos e inspirou Bertrand Duchaufour na elaboração de Vaara eau de parfum by Penhaligon's.


Fragrância de inesperada e doce exuberância reverenciando um nascimento real na casa Marwal-Jodhpur no Rajasthan e a conexão do Marajá com seu povo.
Vaara edp inicia uma sucessão de singularidades quando nos deparamos com uma rosa carnuda e frutada... ou seria um suculento fruto guardando a memória do aroma floral?.


Primeiramente o acorde nos aproxima dos jardins, embora conserve suave rastro dos mercados de frutas e legumes, iguarias adoçadas em mel e baunilha,temperos guardados em barris e gamelas de madeiras nobres.
Olfato atento nos permite entrever delicioso marmelo entre cítrico e agreste aroma de rosas.
Ocasionalmente lufadas úmidas, cristalinas e frescas arremessam a mente para bancas de legumes coloridos, exalando suave perfume ao sol, temperos picantes em cortejo para o insinuante perfume das magnólias e a delicada pungência de violetas.


Num relance senti nota fugaz de tenras cenouras, rapidamente camuflada pelas madeiras florescentes  que  equilibram a doçura nesta rica composição.
Almíscar, sândalo e cedro afirmam sua presença sem empanar o brilho dos demais convivas numa harmoniosa festa olfativa.


Pode-se viajar mentalmente com Vaara, para o burburinho das matizadas e aromáticas feiras de rua, que ensolaradas misturam cheiros, cores e texturas, como arte sobre tela em branco.
Mantém o misterioso fascínio do oriente, entretanto descortina amplo leque de odores da Natureza que amenizam os excessos ardentes do ensolarado país.


Família Olfativa: Floral Oriental, 2013
Gênero: Unissex
Perfumista: Bertrand Duchaufour
Rastro: Intenso a moderado
Fixação: Muito Boa
Pirâmide Olfativa:
  • Topo - Marmelo, água de rosas, sementes de cenoura, sementes de coentro, açafrão
  • Coração - Absoluto de rosa marroquina, rosa da Bulgária, frésia, magnólia indiana, peônia , íris.
  • Base - Mel, almíscar branco, madeira de cedro, benjoin, fava tonka.
Artes irmãs: Se fosse literatura teria a doçura de poesia oriental. Se fosse música... ...

" Dá-me esse amorfresco e puro
como a tua chuva,
que abençoa a terra sequiosa,
e enche as talhas do lar.
Amor que penetre até o centro da vida,
e dali se estenda como seiva invisível,
até aos ramos da árvore da existência,
 e faça nascer
as flores e os frutos.
Dá-me esse amor
que conserva tranquilo o coração,
na plenitude da paz!"

Amor Pacífico e Profundo em O Coração da Primavera
Autor: Rabindranath Tagore
Tradução: Manuel Simões

Vídeo: Dheere Dheere song - Kyun Ho Gaya Na



Imagens: Composição de Elisabeth usando fragmentos de catálogo turístico e imagens de Penhaligon's London

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