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terça-feira, dezembro 13, 2011

Antilope eau de parfum - Weil


Primitivos da nossa espécie usavam couro para se proteger das intempéries, aquecer e reforçar a defesa do corpo contra ferimentos.
Ao longo dos anos se renderam ao encanto das cores e padrões da pelagem de outros animais, elaborando técnicas de preservação, que segundo registros históricos são dominadas há pelo menos 3000 anos; pelos hebreus, babilônios, egípcios e índios norte-americanos.
Curtumes preparam couro crú adequando seu uso à fabricação de acessórios, vestuário e mobiliiário através da desidratação e adição de conservantes naturais (taninos) ou minerais (cromo).


O resultado é matéria prima maleável, macia, com aroma característico, levemente adocidado, que encanta tanto quanto o aspecto visual e táctil.
Apesar das implicações morais em relação ao abate de animais, couro e peles alcançaram enorme popularidade dos séculos passados à atualidade se tornando artigo luxuoso e sofisticado.
Perfumistas e consumidores perseguem há tempos, através de inúmeras fórmulas, a composição que simule fielmente esta fragrância agridoce e animalic. .


No início do século XX, a peleteria Weil recebeu uma encomenda singular - perfumes que simbolizassem diferentes tipos de pele.
Marcel Weil responsável criativo da maison, adando a idéia brevemente disponibilizou no mercado uma série de fragrâncias que levaram o nome das diferentes pelagens utilizadas em abrigos e acessórios.


Entre elas se destaca Antílope, lançada em 1928 e reformulada em  1946 e 2006.
Apesar de não apresentar sillage persistente, abre leque olfativo rico e intenso até alcançar drydown macio, aveludado revelando a mais fina pelica.
Agridoces e pungentes se revelam as primeiras notas, talvez pela sinergia entre  salvia e camomila, indicando em nuances leves a  adição de vetiver, resinoso e medicinal, emanando da base.


Entre a volatização destas ervas e raízes surge o picante de especiarias e aldeídos, notas doces, agudas e  lapidadas;  canela suave se debruçando sobre o  dulçor picante das flores, talvez narcisos, rosas, ylang ylang e neroli.
Tais acordes associados  atuam sobre  âmbar de aveludada  intensidade, ladeado pelas resinas que  temperam e  provocam a  sensação de estarmos envolvidos em pele macia e curtida.


Soberano, adocicado, suave  e sedutor, o aroma de couro se fecha lentamente sobre a pele como flores diurnas ao cair da noite.
Após  fragrante apogeu, declara intimista discrição e pede reaplicação em 3 ou 4 horas para que possamos sentir novamente  seu rastro  insinuante.
Talvez esta característica passageira  seja perfeitamente compatível com o animal que lhe serviu de inspiração, observado apenas de longe, arisco e rápido, desdenhando as tentativas de aproximação,o belo porte percebido a distância, vagando pelas savanas africanas, silhueta recortada contra o sol que finda no horizonte..


Família Olfativa: Floral aldeídico, 1928, 1946, 2006.
Gênero: Feminino ( compartilhável)
Designer: Marcel Weil
Rastro: Intenso a moderado
Fixação: Boa
Pirâmide Olfativa:
  • Topo - Bergamota, neroli, aldeídos
  • Coração - Sálvia, camomila, cravo, jasmin, lírio-de-maio, rosa, violeta, íris
  • Base - âmbar, vetiver, madeira de sândalo, musgo de carvalho, almíscar.


VÍDEO: Antílopes - música e imagens africanas



Imagens: frascos de Elisabeth Casagrande, ad vintage do Museu do Perfume, frasco de Fragrantica

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Parfums Weil


Três irmãos fizeram a história familiar de Parfums Weil.
Alfred Weil fundou  o negócio de peles - Les Fourrures Weil - na Rua Saint Anne, Paris em 1892;  Jacques se associou na função de comprador e vendedor e Marcel Weis como designer.
Em 1927 um cliente encomendou um "perfume de pele" para suas peles finas, cuja criação ficou a cargo de Claude Fraysse, anteriormente perfumista em Firmenich e responsável pelos aromas da casa Yardley.


Marcel  endossando a idéia estruturou Parfums Weil.
Aromas hoje considerados retrô, alcançaram época de glória quando casacos de pele simbolizavam status, riqueza e poder.
Entrelaçados  peles e aromas, da simbiose criativa surgiram perfumes  inspirados em diferentes tipos de couros: Zibeline ( Sable), Chinchilla, Hermine ( Ermine), Une Fleur pour Forrure ( A Flower for Fur) e Antilope.
De 1927 à 1954 os perfumes foram envazados  nas garrafas Baccarat abrindo as portas para o reconhecimento  da perfumaria.


Além da linha de "perfumes pele" grande  sucesso foi  alcançado com Secret de Venus (1933) e Gentilhomme.
Durante os anos 40 a família Weil se mudou para Bordeaux, e na ocupação daFrança pela  força militar da Alemanha  sofreu com a empresa confiscada e repassada para um barão alemão.
Nesta época foram registrados vários perfumes Weil : - Nuit de fete, Filles de Joie, Tournant Dangereux, Ratazana Pigeon,  Flament Rose, Fleurs Dans la Fourrure. Privautes, Grisalles, Escarpins, Coqu A L'ane, Contre Jour, Cheritzou, Chamarade, Beau Masque.


Padisha (1920) foi registrado em 1944, na primavera da libertação de Paris.
Os  Weil fugiram para os EUA onde abriram uma distribuição de produtos cosméticos e perfumaria chamada Societe Weil Paris Parfums Inc, na Fifth Avenue, 745-New York.
Jean Pierre,  filho de Marcel, assumiu a tarefa de nez  em 1947, após treinamento em  Firmenich.


Terminada a guerra os Weil retomaram o controle da empresa. Consta que muitos perfumes registrados  não vieram à publico com exceção de Florence Rose e Padisha.
Perfumes Weil atravessou nova crise no início dos anos 60  quando, por   exigências legais, a  transferir as instalações para locais mais adequados ou sair de Paris.
Sem o patrimônio, perdido durante a segunda grande Guerra Mundial,  se obrigaram a vender para a família algeriana Aboulkers.


Na segunda geração da marca, a família continuou participando da criação de perfumes; Jean Paul  na função de diretor comercial e   Jean  Pierre  como perfumista idealizando  Eau de Fraicheur em 1953 e Chunga em 1977 quando se retirou da empresa.
Alguns aromas foram reformulados a exemplo de  Gentilhomme, anteriormente La Lavande Gentilhomme.
As últimas décadas trouxeram Weil de Weil ( 1970),  Weil for Men ( 1980), Bambou (1984) e kipling ( 1986), Fleur de Weil ( 1995), Weil Pour Homme ( 2004), Sweet Bambou (2005), So Weil for men (2007), Eau de Weil for Women (2008).


Mantiveram mercado apesar do indício de agravamento das crises   assinalado  pelas constantes mudanças de dono.Vendida para Aboulkers em 1964, para Fashion Fragrances em 1989, para Classic fragrances Ltda, posteriormente para Cosmetiques e Parfums de France em 1991 e finalmente  Interparfums, os perfumes são distribuidos por uma das subsidiárias - Jean Phillippe Fragrances, LLC., companhia baseada em New York City.


 PERFUMES WEIL
- Chinchilla (1920)
- Padisha ( 1922, 1947)
- Fleur pour la Fourrure ( 1925)
- Chinchilla Royal ( 1927)
- Hermine (1927)
- Zibeline ( 1927  -criado por Hubert Fraysse)
- Eau de Cologne Dix-Huit (1929)
- Cent-Neuf 91931)
- Eau de Santoline (1931)
- Une Fleur (1931)
- Secret de Venus (1933, 1942, 1996 -frasco  Federico Restrepo)
- Bamboo (1934)
- Bambu ( 1934, 1984, 1991- frasco Paul H Ganz)
- Carbonique (1936)
- Violette Victorienne ( 1936)
- Cassandra (1936 -  Jacqueline Fraysse - frasco  Paul H Ganz)
- Noir- (1936 - de Jacqueline Fraysse)
- Brundled for Beauty  (1941)
- Cobra (1941)
- Gentilhomme ( 1941, 1961, 1993)
- Un brin de Lavande (1941- posteriormente  La Lavande  Gentilhomme)
- Lavande Bleue (1941)
- Bundles for Beauty  (1942)
- Gri Gri  (1943)
- Gentilhomme (anteriormente La Lavande Gentilhomme - 1944)
- Florence Rose (1944)
- Antilope  ( 1945)
- Evettes (1948)
- Lavande Bleu ( Anteriormente Gentilhomme -1951)
- Eau de Fraicheur  (1953)
- Weil Eau de fraicheur1961)
- Gentilhomme ( nova linha -1966)
- Weil de Weil  (1971)
- Chunga  (1977)
- Mollie Parnis  (1978)
- Weil Pour Homme  (1980, 1997, 2004)
- Weil Pour Homme Aprés-Rasage
- Kipling  (1986-  frasco Pierre Dinand)
- Fleur de Weil ( 1995)
- Brin de Lavande
- Cassandra Friction 
- Flamant Rose 
- Watt 
- Sweet Bambou (2005)
- So Weil For Men (2007)
- Eau de Weil for women (2008)




Imagens:Banners publicitários vintage de Museu do perfume -Fourrures Weil, 1957; banner ad 1942; Secret de Venus; Padisha; Fourrures Weil 1949;Chunga; Eau de Fraicheur Weil; Gentilhomme.

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Hoje as boas peles sintéticas salvam vidas de animais! VÍDEO: STOP FOURRURES!!!

sábado, dezembro 10, 2011

Opium Yves Saint Laurent na Vitrine - 2011


Opium tradicional de YSL é uma força devastadora de aroma inebriante, denso, intoxicante!
Clássica fragrância oriental criada em 1977 por Jean Amic e Jean Louis Sieuzac de Roure-Bertrand perfumistas, foi lançado em frasco desenhado por Pierre Dinand e fabricado por verrières Brosse.
Apresenta na rica composição notas de tangerina, cravo, ameixa, bergamota, pimenta, coentro,lírio do valle, rosa, pêssego, mirra, jasmim, benjoim, ládano, opoponax, castóreo, cedro e sândalo.


Inúmeras campanhas estrelando belas mulheres pontaram sua trajetória até o presente.
Em dezembro de 2011 vem a público a publicidade e versão suavizada do impactante Opium tradicional.
Reformulada,a fragrância, segundo comentários, é mais suave que o original... o que provavelmente lamentarei.
 Emily Blunt (O Diabo Veste Prada) é o rosto da campanha representando mulher forte, sedutora e determinada, que enfrenta e domina um felino para achar a essência da sua personalidade, seu perfume.

VÍDEO: Opium Advertising - Emily Blunt


VÍDEO: Making of - Opium Yves Saint Laurent - 2011


Vários produtos serão comercializados dentro da linha Opium:
- Parfum, eau de parfum, eau de toilette, creme para corpo, loção hidratante, gel para banho e desodorante.
Segundo fontes oficiais a composição das várias formas de Opium está focada nas seguintes notas:
  • Tangerina, bergamota, lírio de maio, cravo, jasmim, mirra baunilha, âmbar, patchuli opoponax.
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sexta-feira, dezembro 09, 2011

Jolie Madame - Pierre Balmain


1953... que perfil teria uma madame jolie?
Talvez ousada, sagaz, sedutora e sem dúvida atemporal, transcendendo sua época, fugindo aos padrões "bonequinha de luxo", subvertendo conceitos.
É provável que na sua doce ignorância do mal que advém, fume graciosamente em elegante piteira, divagando por temas inusitados.


Prefere rodas de conversação masculina, onde assuntos vibrantes e polêmicos desdenham tradicionais discursos sobre jardinagem, culinária e decoração.
Possivelmente se encanta com política, relações comerciais, avanços científicos, inovadoras teorias matemáticas e conflitos internacionais.
Rebelde, bela e provocante como o perfume caleidoscópio de emergentes acordes cintilantes e cristalinos.


Sente-se o frescor inicial de Jolie Madame na seiva de folhas verdes, nos cítricos, na suave e rica feminilidade do bouquet, no cálido e picante coentro que adula macia e sutil camurça.
Acordes que serão embalados por confortáveis madeiras ao alcançarem o drydown desta fragrância declaradamente chypre no profícuo acento de patchuli e musgo-de-carvalho.
Simultaneamente atrai e repele, conforta e instiga.
Très jolie esta madame. Très Chic!



Família Olfativa: Chypre Floral, 1953; 1992
Gênero: Feminino ( compartilhável)
Perfumista: Germaine Cellier - Roure
Frasco: Pierre Balmain (1947)
Rastro: Intenso
Fixação: Ótima
Pirâmide Olfativa:
  • Topo - Gardênia, artemisia, flor de laranjeira( neroli),  coentro
  • Coração - Jasmin, junquilho, raíz de íris, rosa
  • Base - Patchuli, musgo de carvalho, castóreo, couro.


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Arte Irmã - E se fosse uma música...

VÍDEO: Greenfields - Beverly Sisters


Imagens: Jolie Madame de Rene Gruau; ad Jolie Madame de 1953; frascos Jolie Madame de Elisabeth Casagrande

sábado, dezembro 03, 2011

Pour Femme - Lacoste


Suave, elegante e luminosa é a imagem que traduz o espírito encerrados no frasco de Pour Femme Lacoste na campanha publicitária bela o suficiente para provocar curiosidade e desejo  pela criação de Olivier Cresp.
Complementando o frasco e caixa, projetados pelo designer alemão Lutz Herman, ostentam o símbolo da grife e a textura da famosa polo shirt Lacoste 1212,  indicando através da  pureza de linhas simples e clean, o estilo de quem não se preocupa com modismos passageiros.


Pour Femme, tradicional e temeroso de ousadias,  é pródigo em qualidades na característica floral aldeídica embebida de almíscar e madeira de sândalo.
Confortável e limpo  nos transporta para as paisagens bucólicas de  jardins  iluminados pelo sol de verão, brisas frescas de manhãs cristalinas, roupas  esvoaçando enquanto secam no varal, exalando  fragrância delicada.


Transparente aroma de lavanderia que provoca  esta sensação de pele limpa,  vestindo roupas secas e recém lavadas, impregnadas pelo  cálido tempero do sol, no bouquet delicado composto por  hibiscos, orquídeas, jasmim  e pitada sutil, quase imperceptível,  de pimenta da Jamaica.
São as notas chaves  na composição equilibrada  e casual cujo almíscar (ambrette)  dilui contornos e colore em luminosos tons pastel sobre o fundo amadeirado suave.


Pour Femme eau de parfum evolui  de forma harmoniosa e previsível encantando pela facilidade com que se adapta aos ambientes do nosso cotidiano.
Transmite a sensação dos campos provençais ou paisagens urbanas de tardes primaveris e ensolaradas, curinga do qual lançamos mão quando não devemos, ou queremos, pecar pelo excesso, sem resvalar a neutralidade insossa.


Família Olfativa: Floral amadeirado almiscarado,2003
Gênero: Feminino
Perfumista: Olivier Cresp
Rastro: Intenso
Fixação: Muito Boa
Pirâmide Olfativa:
  • Topo - Pimenta jamaicana, freesia, maçã verde
  • Coração - Hibisco, violeta, jasmim, heliotrópio, rosa da Bulgária
  • Base - Madeira de sândalo, cedro do Himalaia, ambrette (sementes), incenso.

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Arte Irmã - E se fosse uma música... VÍDEO: Lacoste Pour Femme by Lacoste- com Catharine Hurley


Imagens: Campanha de lançamento de Lacoste Pour Femme - Banner publicitário com Katherine Hurley; frasco de lacoste pour femme;clothe line de Jour Mag; clothe line de Vintage Home Garden; 


quinta-feira, dezembro 01, 2011

Mirea eau de toilette - Molinard Parfums


Miréa é uma ave fora do ninho!
Quando  passamos frente a perfumarias que ostentam a linha Molinard  deparamos com frascos clássicos e elegantes inconscientemente aprovados como bandeiras da tradicional e eficiente grife.
Contudo, olhar atento descobrirá uma anomalia, um "patinho feio" entre as conhecidas embalagens desta marca centenária.
Esguio,  transparente e clean nas linhas retas, cuja aparência neutra é quebrada pela gravação do nome em grafia moderna e vibrante rosa-choque.


Não resisti... sei que hoje chamamos simplesmente de pink, mas rosa-choque, que vem das décadas 70/80, me parece mais apropriado para evidenciar a diferença contextual.
Duvidei das intenções de Molinard quando ouvi que era um floral romântico para público jovem.
Hum... "água de chuchu" como falam alguns amigos colecionadores. Docinho agradável e insosso.
Seria?


Só experimentando para descobrir..
Borrifei no braço, ar, fitinha de papel...  e continuei  minha caminhada  estafante em busca dos presentes da lista de Natal.
Distrai-me.
Repentinamente senti um acorde cremoso,  amendoado, enfeitado com picante delicado que não consegui definir se disfarçada pimenta ou gengibre.
Impressionou-me ao registrar aveludada e macia  camurça, impregnada com toques de tabaco, somada à  doçura floral  e picante de origem indistinta.
Pelo tempo decorrido seriam notas de coração  o que me fez constatar que havia  perdido o início e certamente  pouco perceberia do drydown, eventualmente  dissipado pelo sol tórrido de 30º e brisas ocasionais  a volatizarem  rapidamente toda transpiração sobre  a cútis.
Contudo me acompanharam  notas de sândalo e almíscar  em acorde empoeirado, que provavelmente associava âmbar e íris.


Miréia convidou a nova observação.
Atenta, deixei que o  agridoce das frutas silvestres e cítricos evoluísse envolvendo os sentidos.
Geeralmente não aprecio  mix frutal evidente, nem licchias, mas aqui, inesperadamente, revelaram sua face mais bonita, seguindo passos do acorde ácido presente em Nirmala.
Sucedendo o rastro das frutas  em calda  surprendeu-me uma tênue  brisa mentolada no aroma de manjericão anão, aquele americano de folhas bem pequeninas que esmagadas revelam proximidade aromática com hortelã. Poderia ser manjericão de folha larga ou basilicão, citado  na pirâmide oficial.


Dissipado este frescor passageiro, ocasionalmente entremeado  pela cremosidade picante e levemente enfumaçada de  couro,  Miréa se encaminhou para  drydown caramelado, entre gotículas de baunilha, açúcar  e almíscar.
Sem dúvida é aroma jovem e fresco  que antecipa  a maturidade  existente em  aromas densos da profícua  perfumaria Molinard.
Uma ave aparentemente diversa, mas que na evolução revela intensidade, beleza e garbo encerrados no frasco cristalino.
Seria o perfume usado pela irmã caçula de Habanita e Nirmala, exalando esfuziante juventude, na parceria com amigos  similares em doçuras e vitalidade.


Família Olfativa: Gourmand
Gênero: Feminino
Designer: Molinard
Rastro: Intenso
Fixação: Muito Boa
Pirâmide Olfativa:
  • Topo -  Amorinha ou amora-preta, mirtilo ( blueberry), sorbet lychee*
  • Coração - Limão, íris, jasmin, manjericão  de folha larga ( basilicão ou alfavaca), madeira de sândalo.
  • Base -Caramelo, almíscar branco

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ARTE IRMÃ
E se fosse uma guloseima?

* Sorbet Lychee é uma sobremesa gelada ( sorvete ) preparada com frutas em caldas, no caso lichias, misturadas à gelatina e temperadas com cítricos, tradicionalmente limão, água de rosas e opcionalmente gengibre.

VÍDEO: Sorbet Basilic


Imagens : Positive Outlooks; frascos de perfumes Molinard; imagens de Elisabeth Casagrande